Thursday, January 29, 2009

Event Marketing, o lado “festeiro” do marketing.

O Event Marketing tem por objectivo divulgar a marca e envolver o consumidor. Basicamente consiste na participação ou criação de um evento por parte de uma marca, que tenha como cara a sua imagem.

Com o event marketing, alem de criar laços com os actuais clientes, podemos ainda abrir portas a novos aderentes.

Temos em Portugal um óptimo exemplo que no permitem perceber um pouco melhor este conceito.

Caso OPTIMUS ALIVE!

Se bem se recordam no dia 10 de Julho de 2008 teve inicio o festival Optimus Alive. Este festival, organizado pela Optimus teve por objectivo atrair um dos seus principais targets, os jovens, com intuito de fidelizar, aproximar, e proporcionar entertainment aos seus clientes e a possíveis novos aderentes.

Esta estratégia não se limita à criação do evento mas também de toda a envolvente. É necessário escolher as ferramentas adequadas para projectar a mensagem ao destino certo.

Neste caso específico existem campanhas exaustivas nos mass media, apoiadas por promoções de ofertas ou descontos, acções de guerrilha, marketing viral, e-marketing, muppies e outdoors.

Além de todo o custo com divulgação é necessário, neste tipo de eventos, ter um leque de artistas que seja de eleição do nosso target. Sabendo que os jovens têm gostos variados o leque teria de conter todos esses estilos. Assim sendo falamos de um line up composto por mais de 40 Artistas entre os quais alguns de renome internacional dos mais variados estilos Rock/POP/Electrónica entre outros. Falamos de nomes como Rage Against the Machine, Neil Young, Ben Harper & Innocent Criminals, Bob Dylan, Peaches, The John Butler Trio, Tiga, Sebastian entre muitos outros.

Com isto consegue-se atrair um leque muito vasto de consumidores, captar os vários subsegmentos do target jovem de uma só vez oferecendo um pacote que preenche todos os gostos.

Este é um exemplo um pouco ambicioso para uma empresa de uma dimensão inferior, mas como se costuma dizer; cada macaco no seu galho.

Talvez isto não tenha sido politicamente correcto, mas a verdade é que este exemplo é de facto muito dispendioso e só possível com muito capital e bons patrocinadores ;). Não podemos esquecer que este tipo de eventos também envolve, possivelmente, algum retorno.

Felizmente existem vários tipos de eventos, não necessariamente com concertos, grandes leques de artistas, grandes espaços, centenas de elementos de staff, enfim, sem um custo extremo impossível de suportar por muitas empresas.

Existem várias acções a nível empresarial de menor dimensão e com um impacto muito positivo.
O torneio Snikers Football e o tornei Sumol Street Basket 3x3 são mais 2 exemplos de marketing de eventos. Neste caso, embora também exista uma forte campanha à volta de todo o evento, temos um formato completamente diferenciado, que também atinge o target desejado e possivelmente não atinge os valores de um grande festival.

Mas, é impossível negar que esta técnica envolve alguns custos. Efectuar uma campanha forte em torno do evento é essencial quando se pretende atrair o nosso cliente e possíveis aderentes de uma forma eficaz.

Claro que podemos ter em conta os eventos que se limitam a fidelizar os nosso clientes existentes ou até mesmo o nosso publico interno, um evento com audiência limitada, que não necessita de uma campanha tão exaustiva e que exclui à partida os mass media pois terá um teor privado, exclusivo para os “membros”. Aqui quase falamos de um marketing tribal. Os custos tornam-se reduzidos mas apenas atingimos o nosso nicho, não criamos oportunidade de atrair possíveis clientes. Ainda assim é uma arma muito eficaz na fidelização e aproximação de clientes actuais.

Segue aqui um exemplo de marketing de eventos para quebrar o gelo...



Um exemplo de uma campanha de uma empresa especializada em Event Marketing empresarial:



Com isto conclui-se então que o marketing de eventos é uma técnica que pode ser extremamente criativa e utilizada em diversas áreas. Pode envolver concertos, jogos, teatro, cinema, temas específicos (festa medieval, circense), entre outros. Tudo depende da imaginação. É uma técnica dispendiosa e está depende de uma boa campanha publicitária caso se queira atingir também novos clientes. Envolve recursos humanos e quanto maior, de mais elementos necessita. È necessário uma forte promoção no recinto do evento, todos os locais de destaque devem conter a imagem da marca. É importante não esquecer o merchandise (gera uma imagem ainda mais associada à marca). Por fim é essencial aproveitar o evento para promover a marca e seus produtos/serviços e incentivar a compra ou aderência, se possível com uma promoção agregada ao evento (desconto/oferta). Para terminar, tente desfrutar um pouco do seu evento.


Links:
. http://www.appm.pt/socios/sociosempresa/eventos
. http://www.optimusalive.com
.http://www2.ctt.pt/fewcm/wcmservlet/miniweb/bilhetes/noticias/optimusAlive.html
. http://www.youtube.com/watch?v=5orNZuwRKrM&feature=related



Tuesday, January 27, 2009

Marketing One to One, personalizar, conquistar e fidelizar.

O Marketing O2O visa criar com o cliente uma relação personalizada, que por sua vez facilita uma aproximação directa.

Actualmente esta é uma técnica utilizada nas mais variadas áreas, sejam de venda directa, indirecta ou prestação de serviços.

Esta técnica consiste na personalização dos conteúdos da mensagem, do atendimento ou do serviço consoante o cliente. Saber os gostos do nosso leque de clientes e os seus hábitos é uma forma fácil de melhor adaptar a nossa oferta.

Esta ferramenta tem um papel muito importante na fidelização de clientes, contribuindo para o aumento da receita média por cliente.

Fazer com o cliente se sinta reconhecido e confortável é crucial para esta técnica, pois é esta relação de proximidade que se pretende atingir permite diferenciar os clientes e a oferta para cada um deles.

Com esta ferramenta pretende-se conquistar a confiança, lealdade, fidelidade e criar um laço duradouro entre o cliente e a marca.

Uma das principais vantagens desta técnica traduzem-se numa maior facilidade de identificar o segmento algo e da mesma forma maior facilidade em o atacar da forma mais adequada. Além disso esta ferramenta cria uma proximidade entre a empresa e o cliente e é uma técnica com custos reduzidos.

Para uma melhor aplicação desta técnica é crucial que a empresa recolha o máximo de informação útil sobre os seus clientes ou na sua inscrição ou através de outros meios como o site e formulários (físicos ou digitais).

A diferenciação de cada cliente é outro dos pontos essenciais da aplicação desta técnica, com uma recolha de dados continua e devidamente analisada, podemos separar os clientes em grupos consoante o seu perfil.

Toda a interacção criada com os clientes é um contributo para uma relação mais duradoura com a empresa. Existem algumas ferramentas para este fim como envio de packs de amostras gratuitas ou brindes, programas de fidelização e e-mail ou newsletter com informações e promoções.

A costumização do serviço/produto apenas se sucede depois destes passos que permitem a recolha de mais alguns dados. Este passo consiste na adaptação dos produtos/serviços existentes aos nossos segmentos de clientes pensando em cada um deles em particular.

Não poderia deixar de referir que este processo exige uma grande responsabilidade por parte da empresa na preservação dos dados privados. É necessário ter em conta que os dados dos nossos clientes são privados e apenas para uso exclusivo da empresa para as suas acções para com os mesmos.

Ao marketing one to one junta-se outra técnica de comunicação, já referida anteriormente neste blog, o e-marketing.

O e-marketing é um aliado inseparável do marketing O2O, pois permite à empresa o envio de e-mail ou newsletter para a sua base de dados de forma personalizada e directa. Isto só se aplica se os passos anteriores forem devidamente efectuados o que resulta numa base de dados correctamente segmentada. Sem uma base de dados devidamente tratada não é possível aliar o e-marketing ao Marketing O2O.

Esta é a principal desvantagem desta técnica, está 100% dependente da recolha e tratamento de informação, sem informação válida não pode ser aplicada.

Concluindo...esta é uma técnica que visa o contacto pessoal com o cliente através da personalização da marca/produto e/ou serviço, para desta forma criar uma relação de proximidade, lealdade e fidelidade para com isto criar um laço duradouro entre cliente e marca.

Alguns exemplos de markeitng one to one:

. Atendimento personalizado em ginásios, lojas ou outros locais com atendimento ao publico (conhecer o cliente e criar uma relação de proximidade com ele para que este se sinta mais à vontade e desejado).

. Comerciais de venda directa (criam uma relação de proximidade com o seu cliente e sabem quais as suas necessidades).

. Empresas de e-marketing (bases de dados segmentadas para envio de conteúdos personalizados consoante o segmento escolhido pela empresa que os subcontrata).



Links:
. http://www.daemonquest.com/es/node/1351
. http://www.preneedmarketing.com/html/one_to_one.html
.http://74.125.77.132/search?q=cache:mIM90M4X9uYJ:www.e-marketinglab.com/cap_14.pdf+marketing+one+to+one&hl=pt-PT&ct=clnk&cd=5&gl=pt&lr=lang_pt&client=firefox-a

Product Placement, o segredo é ser subtil.

Product Placement é uma técnica de comunicação do marketing que visa aliar uma marca/produto ao entretenimento. Consiste em transmitir uma imagem associada a um personagem, ocasião ou estilo de vida, através da parceria com filmes, series, reality shows, entre outros programas televisivos. São na realidade os exemplos mais comuns de hoje em dia a associação das marcas a filmes e programas televisivos.

Somos diariamente bombardeados com acções de product placement, mas quando este é bem feito nem sequer nos apercebemos que as estamos a receber, ou pelo menos não nos incomodam. É como se algo nos passa-se por nós sem nos tocar mas se sentisse.

Esta não é propriamente uma técnica recente, na realidade o historiador Alessandro Giannatasio, afirma que esta técnica começou a ser utilizada à 500 anos atrás por intermédio de Paulo Veronese, um artista veneziano, que pintava as personagens dos seus quadros com vestidos da moda, dando-lhes imagem e estatuto de alta sociedade.

Apenas em 1896 é conhecido o 1º caso de product placement na forma que hoje conhecemos. Na gravação da curta metragem Washing day in Switzerland foi incluída a marca de sabão Sunlight. Além da presença no filme ainda efectuou uma acção de desconto na compra do bilhete de cinema para quem leva-se consigo uma embalagem de Sunlight.

Em Portugal, o 1º caso conhecido de product placement data de 1998 na série médico de família. Foi feita uma associação com várias marcas de produtos alimentares e isso rendeu à série 10% do seu financiamento.

Hoje em dia o caso mais mediático de product placement em Portugal são os morangos com açúcar da TVI. Inúmeros produtos são colocados de forma intencional, utilizados pelas personagens e referidos em guião. Não de uma forma saturante, mas com intencionalidade de atrair a atenção do espectador.

"O bom product placement é o que é feito de uma maneira subtil, porque introduz as marcas sem chocar" (Piet-Hein Bakker, director da Endemol em Portugal)

A nível mundial os maiores caso de product placement são encontrados nas grandes longas metragens que passam nos cinemas de todo mundo e depois em DVD e televisão. É sem dúvida a grande ambição de muitas marcas ter presença num sucesso de Hollywood. Seguem alguns exemplos de product placement que provavelmente já todos conhecemos mas nem sempre nos apercebemos:

007 – Austin Martin, BMW, Ómega, Sony Vaio (apenas para mencionar alguns)

O náufrago – Fedex
Risky Business – Ray-Ban
Tom Rider – Jeep Wrangler Rubicon

I Robot – Audi

Spider Man – Várias marcas.


Mas como já referi o product placement está também presente no mais variado tipo de programas televisivos, seguem aqui exemplos de alguns casos:

Noticiário da Fox 5 –McDonald’s

American Idol – Coca Cola
Apple - Dr. House

Hoje em dia o product placement vai ainda um pouco mais longe. Os jogos de computador são uma nova oportunidade para esta técnica de comunicação. As principais marcas de informática desde cedo começaram a ter o seu lugar, mas actualmente temos marcas de uma variedade imensa de produtos que efectuam este tipo de comunicação. Na variante de jogos on-line é possível comprar locais para anunciar, dando aos jogadores oportunidade de divulgarem a sua empresa se assim o quiserem. De salientar que existem jogos on-line que podem ter milhares de utilizadores e que em média passam 16 horas por semana em frente ao monitor. Esta é uma acção aplicada em diversos jogos on-line actualmente.


Como é de se esperar, esta técnica apresenta vantagens e desvantagens. Começando pelas vantagens o product placement pode ser considerado uma técnica eficaz, subtil, ideal para transmitir o seu posicionamento e atingir o segmento desejado. Por outro lado, como em todas as técnicas, quando mal aplicado, o product placement pode tornar-se um incómodo para o receptor e devido ao excesso de uso, esta técnica rapidamente se está a vulgarizar perdendo aos poucos a sua eficácia e subtileza.

Com isto podemos então concluir que o product placement é uma técnica de comunicação que alia ao produto uma imagem de acordo com o seu segmento através formas de entretenimento, como a televisão o cinema ou até mesmo os vídeo jogos.

Links:
.http://dn.sapo.pt/2005/12/14/media/product_placement_anos_historia.html
. http://www.lasvegassun.com/news/2008/jul/21/eye-opener-pitch
. http://www.youtube.com/watch?v=3hOk80p8K2w
. http://www.mentalfloss.com/blogs/archives/13863
. http://money.howstuffworks.com/product-placement.htm/printable
. http://www.blog.adyana.com
. http://www.guardian.co.uk/film/filmblog/2008/may/05/week
. http://www.losanjealous.com/category/product-placement
. http://www.sdr.com.br/Pesquisas/363.htm


Thursday, January 15, 2009

Neuromarketing, a porta para a mente do consumidor.

O neuromarketing é uma ciência que tenta compreender o marketing e suas ferramentas de comunicação.

Foi descoberto em 1990 por um grupo de pesquisadores americanos dos Estados Unidos, mas foi apenas à poucos anos que o neuromarketing se tornou um termo realmente conhecido. O impulsionador de este fenómeno foi Ale Smidts, um professor da Erasmus University em Roterdão.

Esta ciência ajuda o marketing na compreensão do consumidor e seu comportamento, estudando os seus estímulos cerebrais. Para tal efectua pesquisas de experimentação utilizando aparelhos de ressonância magnética.

Perceber de que forma captar com maior eficácia a atenção do consumidor é sem dúvida importante para qualquer empresa.

Conseguir avaliar o impacto das suas acções de comunicação e obter resultados que permitam uma melhoria de acções futuras é sem dúvida uma mais valia para o marketeeer.
Para conseguir estes dados o neuromarketing efectua diversas pesquisas sobre comportamento e estimulo humano. O facto de esta ferramenta ser uma ciência explica a sua ligação à medicina.

Contudo, existem também limitações quanto à sua eficácia, sendo um técnica recente, por vezes o seu resultado cria mais dúvidas e torna o consumidor ainda mais complexo.

Convém não esquecer que existem muitos factores externos, que muitas vezes não podem ser analisados nas pesquisas feitas que influenciam o comportamento do consumidor. A medição de estímulos cerebrais e fluxos sanguíneos não é suficiente ainda para a compreensão total do comportamento humano, nomeadamente as suas alterações de comportamento, a influência dos padrões socioculturais, entre outros factores que podem exercer influência no consumidor.

Actualmente a sua maior eficácia recai sobre estímulos da visão, olfacto, paladar, audição e tacto. Sendo nestes caso a medição de estímulos bastante aproximada do real. (Por: exemplo experiências feitas com Pepsi e Coca Cola)
Isto leva a que não se possa estabelecer um padrão comportamental com base em todos os resultados obtidos.

Conclui-se então que o neuromarketing é uma ciência que auxilia o marketing no estudo de suas acções e preparação de acções futuras de forma vantajosa mas com limitações que podem induzir o marketeer em erro.

Talvez futuramente esta técnica se torne mais fiável, podendo ser utilizada numa maior variedade de casos e com maior precisão. Caso isso aconteça esta será provavelmente uma das melhores ferramentas de marketing no que toca à compreensão do consumidor.


Links:
. http://www.elojas.com.pt/artigos/neuromarketing-o-que-significa
. http://www.odebate.com.br/content/view/10618/10
. http://pt.wikipedia.org/wiki/Neuromarketing

Marketing de Guerrilha, a emboscada para o sucesso.

O Marketing de guerrilha, como o próprio nome indica, é uma estratégia que visa permitir aos mais fracos combater os mais fortes. No ponto de vista empresarial, traduz-se na técnica de comunicação que permite às pequenas e médias empresas fazerem acções com um impacto significativo para a conquista de terreno para as grandes empresas.

Esta técnica de comunicação é uma forma criativa e económica (em comparação com os media tradicionais) de fazer chegar uma mensagem ao consumidor.

O caractér criativo do marketing de terrorismo tende a prender a atenção do consumidor, fazendo-o sentir curiosidade quanto ao que se esta a passar em seu redor.

Esta técnica manifesta-se em vários ciclos e diferentes actividades de marketing ao longo de um certo período de tempo. Onde acaba um ciclo começa um novo, sendo este um processo continuo, que tem por objectivo a criação de várias notícias e comentários sobre o produto ou marca em questão de uma forma impulsiva, sem acção directa da empresa.

Isto cria e mantém o interesse do consumidor no produto, incentivando a repetição da compra.

Não podemos deixar de parte a vantagem de esta técnica de comunicação ser facilmente alastrada pelo buzz, que é algo incontrolável, de boca em boca, quem viu vai contar e aqueles que não virão também ficarão a saber.

Outra vantagem do marketing de guerrilha é a sua capacidade de ser físico ou digital, podendo assim ter um âmbito muito mais alargado, não tendo limitações nos meios que utiliza.

Não poderia deixar de referir que hoje em dia não só as pequenas empresas utilizam este tipo de acções, as grandes empresas hoje em dia, têm também incluído nas suas estratégias o marketing de guerrilha, muitas vezes não pela questão monetária mas sim pelo impacto que este tipo de acções criativas pode ter.

Para terminar deixo alguns exemplos de marketing de guerrilha:

Campanha ambiental, limpeza nas praias.

Marketing de guerrilha no Japão para a Goo.


Marketing de guerrilha no Orkut.




Fontes:
. Austin,Mark; Aitchison, Jim - Tem Alguém Aí? - Edição de Nobel

Links:
. http://pt.wikipedia.org/wiki/Marketing_de_guerrilha
. http://marketingdeguerrilha.wordpress.com
. http://www.flickr.com/photos/mktguerrilla/287231535/in/photostream
. http://www.youtube.com/watch?v=DWoMNThCuoE&feature=related
. http://www.youtube.com/watch?v=NOzZ7RemYRQ&feature=related
. http://blogalexandrecarvalho.blogspot.com/2007/02/hopi-hari-marketing-de-guerrilha.html

Wednesday, January 14, 2009

EndoMarketing, de dentro para fora.

A relação interna de uma empresa com o seu público mais próximo, o publico interno (colaboradores, fornecedores, acionistas, vendedores, clientes), deve ser a primeira a ser tida em conta. A noção de que o produto de uma empresa deve ser vendido de dentro para fora é uma realidade nos dias de hoje.

Segundo Vinicius Carvalho de Carvalho, "Endomarketing é um processo gerencial, cíclico e contínuo, direcionado ao propósito da organização, que é integrado aos seus demais processos de gestão e utiliza eticamente ferramentas multidisciplinares de incentivo, com o objetivo de promover a motivação das pessoas com seu trabalho e garantir seu compromisso com os objetivos estratégicos, contribuindo à obtenção de melhores resultados, econômicos e humanos, a partir de desempenhos superiores."

Quem são os primeiros intermediários na transmissão de informação sobre a empresa para o exterior?

Quem conhece melhor os problemas de uma empresa?

Exactamente quem lá trabalha, quem lá passa grande parte do seu tempo, quem tem ralações próximas com a empresa.

Estabelecer bons canais de comunicação interna, estreitar as relações com os funcionários, perceber as suas preocupações e tentar satisfazer as suas necessidades, são apenas alguns dos objectivos do endomarketing, ou se preferirem, marketing interno.

Não falamos aqui apenas de organização de encontros sazonais, embora isso também se inclua neste tema, queremos ir mais longe do que isso, queremos com o endomarketing criar condições para um desenvolvimento das relações humanas dentro das empresas através da partilha de informação de uma forma global, entre chefias e funcionários.

Vender o produto aos nossos funcionários é torna-los parte dele, faze-los interagir e participar, utilizar esta ferramenta como um factor motivador. Transmitir aos seus funcionários que eles fazem parte do desenvolvimento seu negocio cria um ambiente de parceria e confiança.

O publico interno de uma empresa é o primeiro a passar uma imagem negativa para fora, seja para um cliente, um familiar ou um amigo. Se este tiver a noção da importância da sua função, informação uniforme para poder responder a qualquer dúvida sobre a empresa e for valorizado pelo seu desempenho, isso leva a que haja de sua parte uma atitude de compromisso perante a missão da empresa.

A grande questão recai sobre o resultado externo de uma boa política interna. Uma empresa que transpareça boas relações internas, tanto a níveis pessoais como comunicacionais, está um passo à frente no caminho para o sucesso. A sua postura empresarial é passada para o exterior de forma positiva sendo um incentivo ao seu crescimento e notoriedade.

Como um bom exemplo de endomarkeitng gostaria de referir as actuais equipas de comerciais de telecomunicações. Existe um panorama de saturação de mercado, onde se compete para a conquista de clientes já fidelizamos por outro serviço.

As equipas de vendas passam por um processo de motivação continuo, desde a sua formação, seguindo por todo os eu percurso na empresa.

Além da constante melhoria nas regalias deste tipo de serviço (viaturas, telefones, etc), as reuniões constantes entre toda a equipa, encontros sazonais, prémios de desempenho, liberdade em tomadas de decisão, o incentivo para atingir os objectivos de equipa; são sem dúvida técnicas de endomarketing que visam melhorar a satisfação do comercial para dessa forma melhorar o seu desempenho.

Um exemplo mais banal são as comunicações internas, newsletters com informação interna, caixas de sugestões, entre outras técnicas que são hoje em dia utilizadas por muitas das grandes empresas. (Ex: RAR, Cabelt, EDP, entre muitas outras)

Com isto concluímos então que o endomarketing é uma ferramenta de extrema importância para a mecânica de uma empresa. É uma técnica que contribui para o seu melhor funcionamento e para uma maior taxa de sucesso através de uma comunicação interna eficaz e organizada e de um estreitar das relações dentro da empresa.


Fontes:
. Szwark, Samuel - Marketing. Herói ou Vilão? – Summus Editorial

Links:
. http://www.endomarketing.com/oque_endomarketing.htm
.http://209.85.229.132/search?q=cache:W5ClB1kgj0sJ:www.rhemacao.com/entendendo_endomarketing.doc+endomarketing&hl=pt-PT&ct=clnk&cd=6&client=safari
. http://pt.wikipedia.org/wiki/Endomarketing
. http://www.guiarh.com.br/x29.htm

Monday, January 5, 2009

Buzz... Buzz... Buzz Marketing!

Buzz e buzz marketing podem ser facilmente confundidos, na realidade um deu origem ao outro, mudando apenas a sua intenção.

Desde há muito tempo atrás o buzz é utilizado, podemos retratar buzz como o boato, o efeito boca a boca. Desde que existe troca de ideias que existe o boato, é algo intemporal e espontâneo.

O buzz marketing diferencia-se do buzz por ser premeditado, programado e estudado. É uma acção que pretende atingir um certo fim espalhando um boato de forma deliberada. Outras características também únicas no buzz marketing são; a particularidade de criar uma ilusão de espontaneidade e a invisibilidade do seu autor.

Conseguir passar a mensagem que queremos de uma forma inovadora e por vezes intrínseca pode significar a diferença para o sucesso. Mas será que só hoje se pensa nisso?

Já há muitos anos atrás o buzz era utilizado de forma premeditada já numa óptica de buzz marketing, por exemplo, contratar pessoas para aplaudir no final de concertos de opera, espalhar histórias sobre um espectáculo de irá passar semanas depois, oferecer produtos a pessoas influentes, entre outras acções. De referir a Ford Motor Company, que em 1964 oferece o seu modelo Mustang a algumas pessoas influentes com o objectivo de projectar a imagem do veiculo.

Hoje em dia essas acções tornaram-se mais rotineiras e de certo ponto perderam algum valor. Actualmente existem muitas outras fontes de informação que influenciam a decisão do consumidor. Mas não podemos negar que ainda hoje existe uma grande influencia de lideres de opinião e figuras publicas no consumidor. O buzz marketing aproveita essa oportunidade.

Os jovens são o segmento com maior atractividade para acções de buzz marketing, sendo frequentes acções em que são utilizadas figuras públicas para divulgar certo produto apenas por usa-lo.

Se olharmos para o mundo da moda podemos facilmente ver casos de buzz marketing. O simples facto de vestir figuras publicas de forma a que apareçam com as nossas colecções, leva a uma maior possibilidade de aquisição por parte do consumidor.

Podemos ir ainda para uma situação mais banal, exemplos de buzz marketing no meio educacional; “Um exemplo de Buzz Marketing no meio educacional é um aluno muito respeitado pelo grupo dizer que tal dia não haverá aula. Com certeza metade dos alunos não irão naquele dia. Ou então, através de troca de Emails os alunos entenderem que determinada disciplina não é importante para o currículo, ou então que determinado professor é excelente.” (Fonte: www.marketing.com.br - artigo: Buzz Marketing na Educação 04/07/2007 - Luciane Chiodi Nogueira)

Claro que como todas as técnicas de comunicação, o buzz marketing tem que ser bem utilizado, para não ter uma conotação negativa que possa prejudicar a imagem da empresa, marca, produto ou serviço em questão. As acções têm de ser bem planeadas para atingirem o seu fim de uma forma eficaz e positiva.

Mas, convém salientar que embora o buzz marketing seja utilizado para acções que pretendem captar uma imagem positiva, o buzz pode ser utilizado de uma forma negativa, intencionalmente. Vejamos o caso de um consumidor utilizador de cadeados da marca americana Kyptonite, que demonstra o seu descontentamento ao descobrir que facilmente o consegue abrir sem a respectiva chave, colocando um vídeo no youtube com todo o processo de abertura.



“No espaço de três dias este artigo recebe mais de 100 comentários e o vídeo é visto 255.000 vezes. Alguns consumidores contactam o serviço consumidor da Kryptonite, mas a marca americana subestima o problema e opte por não reagir. Dia 17, o famoso New York Times publica um artigo que relata o caso. Outros jornais, rádios e canais TV também noticiam que é possível abrir um cadeado Kryptonite com uma caneta. O que era ao inicio um banal artigo de fórum Internet torna-se num caso mediático discutido entre todos. Dia 22, após 5 dias de mediatização negativa, a empresa Kryptonite finalmente reage e oferece a troca gratuita dos cadeados defeituosos aos seus consumidores.” (Fonte: www.mktg2.net - artigo: Kryptonite um exemplo de Buzz negativo)

Isto demonstra a força que um boato pode ter e no caso do buzz ou do buzz marketing pode ser físico ou digital, não existem assim barreiras à passagem da mensagem. Isto pode ser interpretado como uma vantagem ou uma desvantagem dependendo do fim que queremos atingir com a nossa acção de comunicação.

Fontes:
. Salzman, Marian; Matathia, Ira; O’Reilly, Ann – “Buzz – A Era do Marketing Viral” – A Brandweek book

Links:
. www.marketing.com.br
. www.mktg2.net
. http://lornali.com/internet-marketing/social-media-buzz-marketing-and-what-this-means-for-search-engine-marketers
. http://whoisjonray.com/2007/09/07/does-your-marketing-buzz-or-bust/

Sunday, January 4, 2009

E-Marketing, a ferramenta digital.

Hoje em dia vivemos numa sociedade virada para a informação digital, cada vez mais somos bombardeados com todo o tipo de informação através de meios digitais que se encontram em constante evolução.

O e-marketing é um exemplo de acompanhamento da evolução tecnológica. Resume-se no envio de e-mails para uma base de dados (segmentada ou não) com o intuito de divulgar um certo produto ou serviço.

Esta ferramenta da comunicação está aliada à Internet e consegue atingir um grande volume de indivíduos com a sua informação a custos mais reduzidos.

Na realidade o custo é apenas uma das mais valias desta forma de comunicação em relação a outros media. O e-marketing pode ser bastante pessoal se a empresa que o quer praticar tiver cuidados na segmentação da sua base de dados e conseguir tornar os seus conteúdos mais personalizados. Por outras palavras, para se possuir um bom serviço de e-marketing, ou uma boa base de dados, é necessária uma segmentação para se conseguir atingir o target esperado.

Uma das desvantagens do e-marketing é que quando mal utilizado pode ser um incómodo para os seus receptores, prejudicando campanhas futuras. É aqui que entra o processo de segmentação. Com isto os receptores irão apenas receber aquilo que realmente lhes interessa e reduzir o risco de saturação e incómodo, sendo a informação que recebem útil para os mesmos.
Para um departamento de marketing esta pode ser uma ferramenta bastante útil e personalizável. È uma grande vantagem poder personalizar os conteúdos da mensagem, e dar-lhe um teor mais pessoal, criar um laço de proximidade com o cliente sem o contactar pessoalmente com ele.

Por outro lado esta técnica apresenta alguns problemas no que toca à medição da sua eficácia. Não é um serviço que possa ser 100% mensurável. Existem vários factores que levam a que não se tenha uma ideia concreta do resultado final das campanhas, apenas se retira um resultado aproximado. Por exemplo, um vendedor de automóveis efectua uma campanha de e-mail marketing subcontratando uma empresa especializada. Após o envio da sua newsletter para 100.000 contactos apenas recebe 5 telefonemas e vende 1 automóvel. Isto é um bom ou mau resultado tendo em conta o universo de contactos? É sem duvida uma questão pertinente.

Os resultados também devem ser medidos tendo em conta a tipologia de produto ou serviço, nem todos terão a mesma aceitação por parte do público. O mesmo se aplica para o prazo de retorno da campanha (curto/médio/longo).
Esta técnica de comunicação está ainda em desenvolvimento, com a evolução dos meios, nomeadamente a Internet, esta ferramenta tende a melhorar as suas capacidades.

A credibilização do e-marketing é outro passo importante, o excesso de informação indesejada e a actuação de algumas entidades consideradas SPAM (que enviam conteúdos ilícitos e sem hipótese de remoção para os utilizadores), descredibiliza a acção de outras empresas deste ramo de actividade. Desta forma o e-marketing é por vezes interpretado de forma errada e pouco séria.

Podemos então concluir que o e-marketing é um serviço acessível, económico, directo, rápido e eficaz. Atinge o seu fim embora apresente algumas limitações. Está obrigatoriamente ligado à Internet, é ainda pouco credível para alguns utilizadores e apresenta algumas limitações técnicas. Ainda assim prova ser uma ferramenta capaz de chegar a um vasto leque de utilizadores por um valor muito competitivo e convém não esquecer que esta técnica de comunicação ainda está em desenvolvimento.

Com o aparecimento de novos suportes, como o e-mail móvel, novas portas se abrem para o e-marketing, criando condições para um aumento das capacidades técnicas, no numero de utilizadores e por sua vez na credibilidade desta técnica de communicação.

Fontes:
. Villa, A. M.; Di Agustini, C. A. (2001) – E-Marketing para bens de consumo durável. - FGV Editora

Links:
. www.elojas.com.pt
. www.canalmail.pt
. www.4digitalmarketing.com
. www.ncontacts.com
. www.2send.net
. www.marketingexec.com
. www.glorioussuccess.com


Sunday, October 26, 2008

Marketing Viral, o buzz virtual.

O Marketing viral é um conceito de marketing virtual, que como o próprio nome indica, age como um vírus, espalhando-se pela sua rede. Podemos definir esta técnica de marketing como um boato virtual.

Encontramos várias formas de por em prática uma campanha de marketing viral; e-mail marketing, hotsite e vídeos on-line (ex:youtube).

Todas estas técnicas são incluídas no âmbito do Marketing Viral, pois todas elas se alastram na sua comunidade virtual cegando a uma comunidade cibernauta cada vez maior, á distancia de um clique.

E-mail Marketing:
Este consiste em enviar e-mails para potenciais clientes. Com isto encontramos um segmento com foco de interesse nessa mensagem e podemos conseguir criar uma pequena rede em que o e-mail é redireccionado para outros utilizadores possivelmente interessados no produto ou serviço apresentado.

Hotsite:
O hotsite é um espaço on-line focado apenas em um produto ou serviço, dando-lhe o ênfase total.
Um hotsite deve ser inovador e motivador para captar o toda a atenção do utilizador que o visita. Mais do que isso, deve ser suficientemente interessante para que este alem de visitar o site também o queira partilhar com outros utilizadores, gerando assim o efeito viral. Ou seja, não basta fazer com que o utilizador abra o site mas sim com que ele partilhe essa fonte de informação.
(Ex: http://www.siemens.com.br/facaomundogirar/#)

Vídeos:
Esta face do marketing viral está muito bem representada no tão conhecido Youtube.
O Youtube facilmente criou um conceito viral em torno da sua plataforma on-line e toda a troca de informação diária chamou a atenção dos marketeers.
Com milhões de utilizadores e visitas constantes, o Youtube rapidamente se tornou um instrumento de Marketing Viral.
Pegando no caso Levi’s (revista Marketeer Edição Outubro 2008). A Levi’s publicou no Youtube uma serie de vídeos onde retratavem jovens a saltar para os jeans. Inicialmente parecia tratar-se de um vídeo caseiro, para partilhar entre amigos, mas na realidade era uma estratégia de marketing viral muito bem montada. O 1º filme recebeu 2,5milhões de visitas, chegando a ser o vídeo mais visto durante alguns dias.
Neste caso, de facto existiu um investimento na produção do vídeo, pois este foi efectuado por uma agencia publicitária (Cutwater), mas pensemos então na despesa em divulgação... Esta é praticamente nula.
O Youtube apresenta-se hoje em dia como uma ferramenta muito útil para o marketing viral.
(Ex: http://www.youtube.com/watch?v=WCjb9bC6rsI)

O marketing viral tem como vantagens; o seu baixo preço, ser inovador, ser uma técnica aliada às tecnologias informáticas e ser bastante criativo. Por outro lado podemos afirmar que este não atinge ainda grandes massas (nem todos os individuos possuem computador e internet), pode ser confundido com videos caseiros e é impessoal.

Com tudo isto podemos concluir que o Marketing viral será cada vez mais uma tendência, pois o Internet é cada vez mais um meio de comunicação a explorar, com mais utilizadores a cada dia que passa, torna-se uma ferramenta essencial para a comunicação e divulgação de produtos e serviços.


Fontes:
.Marketeer nº147 – Edição, Outubro 2008 (pag. 66) Art. – “Quando o Word of Mouth chega a milhões”

Links:
.http://imasters.uol.com.br/artigo/5200/webmarketing/marketing_viral_na_web/
. http://www.youtube.com
. http://www.marketeer.pt
. http://www.siemens.com.br/facaomundogirar/#

Tuesday, October 21, 2008

Marketing Tribal, a emoção em 1º lugar.

O marketing tribal pode ser definido como uma forma de criar laços emocionais em torno de um produto ou serviço, com o intuito de gerar grupos sociais ou comunidades à volta do mesmo.

O marketing tribal pretende envolver o consumidor com o produto, criando uma rede de informação, onde o consumidor age como parte integrante e activa, aumentando o sentimento de pertença e gerando uma comunidade ou tribo.

Com isto torna-se possível aproximar muito mais os produtos do consumidor, pois a sua envolvência emocional torna-o mais receptivo a todos os componentes que englobam a sua tribo e colaboram para o seu desenvolvimento.

Com base num estudo publicado na revista Marketeer nº143 (edição Junho 2008), apresenta-se o envolvimento do consumidor com a marca diferenciado por 5 níveis distintos. “corporate level”, “product level”, “experience level”, “connecting level” e “me level”.
Para exemplificar cada um destes pontos será utilizado o caso Nokia.

“Corporate Level”
Se olharmos para a Nokia, facialmente percebemos desde o inicio que a criação dos seus produtos funcionava como incentivo à formação de uma tribo em torno dos memos. A sua imagem corporativa sempre tentou transparecer uma grande inovação tecnológica e um grande envolvimento a nível de comunicação e lazer por parte dos seus consumidores. “Nokia ,Connecting People”, este é o conceito e foi bem explicito desde o primeiro momento.

“Product Level”
A Nokia facilmente se distinguiu das outras marcas com os seus designs inovadores. Rapidamente conseguiu movimentar consumidores em busca de telefones mais personalizáveis, como os tão conhecidos Nokia 5110, os primeiros telemóveis que trocavam as capas, podendo o consumidor colocar capas coloridas e personalizadas.
Hoje em dia a Nokia tem variadíssimos modelos de telemóvel, todos com um design característico da marca, inovador e a par das mais recentes tecnologias como sempre nos habituou.

“Expirience Level”
Á volta dos telemóveis, o produto base da Nokia, é criada uma panóplia de adereços que arrastam a marca para outro nível. Com isto os consumidores podem ter não só telemóveis Nokia mas também uma vasta gama de outros produtos como: auriculares (bluetouth ou stereo), bolsas de transporte, kits para viatura, adereços de embelezamento, auto navigator (GPS), jogos, entre outros itens específicos Nokia.

“Conecting Level”
É a partir deste nível que se torna mais evidente a estratégia de marketing tribal, sendo neste ponto que começa a verdadeira comunicação entre o comunidade (tribo) Nokia.
Com a criação de produtos como o N-Gage, E-mail Móvel e Media Sharing, em conjunto com plataformas como a Loja On-line, Nokia Music Store e Beta Labs, que começa a ser criado um conceito social cada vez mais forte, onde já existe a necessidade de um relacionamento continuo entre os membros da tribo.
O consumidor começa a sentir uma necessidade de estar a par de toda a informação disponibilizada pela marca e pela sua tribo, querendo estar sempre actualizado tem que estar integrado na sua tribo de forma constante.

“Me Level”
Neste último nível podemos apreciar o resultado da junção de todos os pontos anteriores. Aqui a participação da tribo é essencial, e só possível após a deliberada estratégia montada nos pontos anteriores.

Neste ponto é essencial a interacção da tribo. A criação do My Nokia onde cada utilizador pode personalizar o seu telemóvel impulsionou a que a Nokia deliberadamente abrisse alas à imaginação da sua tribo, permitindo que os próprios criassem aplicações para os seus telefones. No Nokia Forum (oficial) é possível tirar todas as dúvidas sobre qualquer tipo de aplicação de qualquer um dos modelos de telefones.

O Nokia Club onde os fãs trocam ideias e opiniões e recebem todas as actualizações, as actividades que a marca patrocina com o intuito de reunir os seus consumidores, a sua tribo (ex: Nokia Theatre, Nokia Xpress Bands, Nokia Music Rooms,), com concertos, peças de teatro, concursos, enfim as mais variadas formas de envolver a sua tribo de uma forma activa com o seu produto. Por fim a marca ainda se envolve em acções de patrocínio e parceria. A titulo de exemplo, a Nokia Surf Academy, uma parceria com a Alfarroba Surf School, onde promovem aulas gratuitas em algumas das principais praias de Portugal dadas pela escola.

Não poderíamos deixar de referir as vantagens e desvantagens desta técnica de comunicação. O Marketing Tribal consegue criar proximidade com a sua tribo gerando um sentimento de pertença por parte dos seus elementos, gera um ciclo de consumo em torno dos seus produtos e leva o consumidor a colocar o preço em 2º lugar, sendo a emoção o principal impulso da compra. Mas, tal como vantagens, o marketing tribal apresenta também desvantagens. Esta técnica de comunicação contem um forte carácter pessoal, sendo direccionado para nichos e não para o publico em geral; dirige-se a um segmento especifico e tem pouca aceitação por parte de outros segmentos; necessita de uma constante actualização para evitar a saturação.

Com tudo isto podemos então concluir que o marketing tribal tem como objectivo criar uma comunidade activa à volta de um produto ou serviço, com o intuito de fidelizar o seu cliente focando-se sobretudo no lado emocional e numa perspectiva social.


Fontes:
. Maeketeer - nº143 Junho 2008; Artigo – “Marketing Tribal: Os caso da Apple e da Mini.”; pag.68.

Links:
. comunicacaomarketing.blogspot.com
. www.nokia.pt
. www.nokialivedfw.com
. http://nokiatheatrenyc.com
. http://www.forum.nokia.com
. http://www.nokiatrendslab.com/home.php
. http://www.nokia.pt/surfacademy

Sunday, October 12, 2008

Comunicar é partilhar.

Uma Partilha de Antepassados:

A comunicação desde cedo se mostrou como uma enorme partilha. Sempre existiu necessidade de comunicar e partilhar tanto informação como conhecimento ou mesmo emoções.
A Comunicação surge mesmo na pré história, nos primórdios do ser humano. Neste período da história começa o grande ciclo da comunicação. Este ciclo vai envolver todo o desenvolvimento do Homem, pois o desenvolvimento está ligado á globalização da informação.
A comunicação surge então na pré-história e como tal imaginemos os processos mais rudimentares de comunicação, mas ao mesmo tempo olhemos para eles como a base daquilo que hoje somos. Comecemos pela forma como comunicavam entre eles, sabendo desde já que a linguagem verbal estava longe de ser descoberta. Podemos então dizer que entre si os nossos antepassados pré-históricos comunicavam através de sons e formas de estar, mas isto não chega. Na verdade a comunicação na pré-história foi muito mais longe. Existem três exemplos muito fortes de avanços na comunicação por parte do Homem a comunicação por sinais de fumo (a primeira forma de comunicar á distância), a utilização de tambores e outros instrumentos musicais (muito rudimentares, claro), e as pinturas rupestres, que ainda hoje são um fascínio para os nossos olhos e fonte de grande comunicação tanto no passado como hoje em dia para decifrarmos esse mesmo passado. Além disso as pinturas não serviam apenas para relatar caçadas ou representar animais selvagem, mas também para se identificarem pois muitas vezes pintavam mãos ou símbolos identificativos.

Viajando uns anos no tempo chegamos a uma civilização mais avançada tão avançada que inventa a primeira forma escrita, atreves de símbolos, a civilização Egípcia e os seus hieróglifos. Os Egípcios eram uma civilização muito avançada para a altura, além de símbolos com os quais podiam comunicar até mesmo á distância pois também inventaram o papiro, que lhes permitia conservar e transportar a informação que desejassem (pouco mais tarde os Chineses descobriram o papel derrubando o papiro). Os Egípcios tiveram também envolvidos noutro grande marco comunicacional, o aparecimento dos números.
Os Egípcios faziam trocas comerciais com os Fenícios e estes segundos sentiram a necessidade de contabilizar as suas trocas e assim surgem as primeiras formas numerais, e não só, os Fenícios criaram os primeiros símbolos alfabéticos sendo mais tarde criado pelos Gregos (α e β).

Os Gregos, a civilização mais equilibrada alguma vez conhecida, foram os responsáveis pelo aparecimento do alfabeto. Esta descoberta foi muito importante para o fenómeno da comunicação porque se tornou uma das principais bases da nossa comunicação (não de todos os tipos de comunicação). Mas é claro que a comunicação não se fica por aqui, há muito mais formas de partilharmos a informação além de a escrevermos graças aos Egípcios, Fenícios e Gregos e a guardarmos em manuscritos ou livros para os nossos sucessores lerem ou até mesmo aos sons e ás pinturas da pré-história.

Os Romanos vieram provar isso, sendo responsáveis por uma enorme partilha de informação tendo espalhado o latim por várias civilizações.
Na tentativa de espalhar a Pax Romana, os Romanos traçaram mais um marco importante para o ciclo da comunicação, não se resumiu apenas á transmissão do latim mas também uma outra serie de conhecimentos que ainda hoje nos acompanham.
È claro que nestes contextos na pode ser deixada de parte a civilização Portuguesa de audazes navegadores que estabeleceram comunicações entre povos longínquos onde até então ninguém tinha chegado, unindo culturas, trocando conhecimentos e outras coisas desconhecidas até ao momento. Tudo isto faz parte da comunicação, tudo isto faz parte da partilha que é a comunicação, e se assim não fosse hoje ainda seriamos seres pouco avançados senão mesmo pré-históricos.


A Partilha Global:

Depois deste salto ao passado vamos em poucas palavras analisar o nosso presente e quem sabe pensar um pouco no futuro, no que toca á comunicação.
A partilha global de que falamos e que hoje vivemos só foi possível graças ao aparecimento dos Mass Media.
Tudo começou com o aparecimento da prensa de Gutemberg, foi quando surgiu o jornal, num formato muito rudimentar como é obvio. Mas durante muitos anos foi o jornal o grande responsável pela globalização da informação embora por vezes não fosse tão rápida como se desejava.

Mais tarde surge a revolução sonora com o aparecimento do rádio. O rádio tornou-se o mass media do momento onde as noticias já poderiam correr o mundo em pouco tempo. Assim estávamos mais perto de atingir o conceito de aldeia global, ou seja a informação era uniforme, todos podiam saber o que se passava.
Mas, foi com o aparecimento da televisão que o mundo se tornou na tão desejada aldeia global, um mundo onde podemos ver em directo uma guerra que decorre no outro lado do globo, um mundo onde somos confrontados com todo o tipo de informação, mesmo a que não queremos ver.
Sendo a rádio ainda um meio eterno e a televisão quase insubestituivél, que mais poderíamos necessitar??
O ultimo meio de partilha, aquele que aponta para o futuro da informação, aquele onde podemos escolher e procurar a informação que queremos, aquele que nos permite contactar e até mesmo ver pessoas a km de distância, a Internet. O mais recente e menos explorado Mass Media, mas ao mesmo tempo aquele que se tornará (pensamos nós) o mais forte, mais capaz de satisfazer as necessidades de uma civilização global que vive em função desta enorme partilha chamada comunicação.


*Algumas datas históricas;

Escrita - 3200 a.c.
Papiro - 2200 a.c.
Pergaminho - Século II a.c. (199 a.c. / 101 a.c.)
Papel - 105 d.c.
1º jornal em papel (manuscrito) - 713
Imprensa pré-industrial - 1605
Imprensa industrial - 1785
Prensa de Gutemberg - 1455
Telefone - 1860
Rádio - 1893
Televisão - 1924
Internet - 1969


*Fontes de imagens:
1-http://www.meusestudos.com
2-
http://agnazare.ccems.pt
3-http://www.geocities.com
4-http://12-efe.blogspot.com
5-http://organismo.art.br
6-http://jeromeprophet.blogspot.com

Sunday, October 5, 2008

Comédia como arma publictária.

"A publicidade pode ser definida como a actividade profissional dedicada à difusão pública de ideias associadas a empresas, produtos, ou serviços, especificamente, propaganda comercial."

Na realidade a publicidade é muito mais do que isso do ponto de vista de uma marca, é um dos instrumentos do marketing, resultado de um exaustivo estudo de mercado, que acaba por se traduzir na forma final de atingir o nosso público. A nossa mensagem, a nossa imagem e aquilo que queremos que pensem de nós é muitas vezes transmitido na campanha publicitária. A publuicidade é sem dúvida uma ferramenta de comunicação essencial para o ataque final a um mercado totalmente virado para o consumo.

Entre várias formas de fazer publicidade, umas mais ousadas outras menos, neste tópico pretendo explorar a comédia como forma de facilitar a percepção e memorização da mensagem.

Sem querer de qualquer forma plagiar trabalhos alheios, limito-me apenas a postar e comentar os conteúdos, assim como expor as fontes de recolha.

Com tudo isto pretendo apenas demonstrar como a comédia pode ser um grande aliado da publicidade. Se grandes ideias fazem a diferença então porque não torna-las um pouco mais engraçadas?

Como é obvio, nem sempre podemos aplicar comédia na publicidade, pois nem sempre isso será uma vantagem, mas como em todos os ofícios devemos saber como e quando utilizar as devidas ferramentas.

Com tudo isto espero agradar a gregos e troianos com as mais variadas campanhas publicitárias que vou escolher.

Assim sendo, para começar vamos ver como a publicidade cómica pode ser socialmente responsável...




Mesmo os temas mais controversos por vezes podem ser retratados de uma forma cómica e não perder o seu conteúdo informativo.

A comédia não é de forma alguma uma fuga à publicidade responsável com temas que preocupam a nossa sociedade. Portugal não é excepção.

Quem não se recorda da publicidade Control...de quem é isto?
Foi uma publicidade nos inicios de 90, numa fase em que se tornou prentória a nessecidade de utilizar preservativo nas relações sexuais.
Retratava uma sala de aulas onde o professor encontra um preservativo e prontamente pergunta: "De quem é isto?". Todos os alunos presentes na sala se levantam afirmando que aquele preservativo lhes pertence.
Com tudo isto, mesmo tendo um caractér cómico, este anuncio fez parte de uma das campanhas mais arrojadas de sempre, principalmente pelo tema que retratava e a forma como o fazia. Foi o inicio de uma nova fase, onde se exploraram as novas mentalidades.
Sem dúvida que a marca de preservativos Control conseguiu contornar a polémica deste tema com alguma comédia.

Para quem não se recorda aqui vai...



(espero que seja possível visualizar o vídeo, infelizmente pode acontecer não fazer o upload)

Caso não consigam visualizar este video, decidi colocar aqui disponivél outro, sobre a mesma temática, não tão controverso (os tempos são outros), mas sem dúvida tão engraçado como o 1º.
Este diz respeito a outra marca...Durex...e deste nenhum escapa!


http://www.youtube.com/watch?v=bizJWtJ0xXo

Quem disse que a publicidade responsável não pode ser engraçada?
Volto brevemente para mais anúncios interessantes.


*A definição de publicidade foi retirada da página http://pt.wikipedia.org/wiki/Publicidade.
O primeiro video foi retirado da Dailymotion.com, o segundo do Netlog e o último do Youtube.