Wednesday, January 14, 2009

EndoMarketing, de dentro para fora.

A relação interna de uma empresa com o seu público mais próximo, o publico interno (colaboradores, fornecedores, acionistas, vendedores, clientes), deve ser a primeira a ser tida em conta. A noção de que o produto de uma empresa deve ser vendido de dentro para fora é uma realidade nos dias de hoje.

Segundo Vinicius Carvalho de Carvalho, "Endomarketing é um processo gerencial, cíclico e contínuo, direcionado ao propósito da organização, que é integrado aos seus demais processos de gestão e utiliza eticamente ferramentas multidisciplinares de incentivo, com o objetivo de promover a motivação das pessoas com seu trabalho e garantir seu compromisso com os objetivos estratégicos, contribuindo à obtenção de melhores resultados, econômicos e humanos, a partir de desempenhos superiores."

Quem são os primeiros intermediários na transmissão de informação sobre a empresa para o exterior?

Quem conhece melhor os problemas de uma empresa?

Exactamente quem lá trabalha, quem lá passa grande parte do seu tempo, quem tem ralações próximas com a empresa.

Estabelecer bons canais de comunicação interna, estreitar as relações com os funcionários, perceber as suas preocupações e tentar satisfazer as suas necessidades, são apenas alguns dos objectivos do endomarketing, ou se preferirem, marketing interno.

Não falamos aqui apenas de organização de encontros sazonais, embora isso também se inclua neste tema, queremos ir mais longe do que isso, queremos com o endomarketing criar condições para um desenvolvimento das relações humanas dentro das empresas através da partilha de informação de uma forma global, entre chefias e funcionários.

Vender o produto aos nossos funcionários é torna-los parte dele, faze-los interagir e participar, utilizar esta ferramenta como um factor motivador. Transmitir aos seus funcionários que eles fazem parte do desenvolvimento seu negocio cria um ambiente de parceria e confiança.

O publico interno de uma empresa é o primeiro a passar uma imagem negativa para fora, seja para um cliente, um familiar ou um amigo. Se este tiver a noção da importância da sua função, informação uniforme para poder responder a qualquer dúvida sobre a empresa e for valorizado pelo seu desempenho, isso leva a que haja de sua parte uma atitude de compromisso perante a missão da empresa.

A grande questão recai sobre o resultado externo de uma boa política interna. Uma empresa que transpareça boas relações internas, tanto a níveis pessoais como comunicacionais, está um passo à frente no caminho para o sucesso. A sua postura empresarial é passada para o exterior de forma positiva sendo um incentivo ao seu crescimento e notoriedade.

Como um bom exemplo de endomarkeitng gostaria de referir as actuais equipas de comerciais de telecomunicações. Existe um panorama de saturação de mercado, onde se compete para a conquista de clientes já fidelizamos por outro serviço.

As equipas de vendas passam por um processo de motivação continuo, desde a sua formação, seguindo por todo os eu percurso na empresa.

Além da constante melhoria nas regalias deste tipo de serviço (viaturas, telefones, etc), as reuniões constantes entre toda a equipa, encontros sazonais, prémios de desempenho, liberdade em tomadas de decisão, o incentivo para atingir os objectivos de equipa; são sem dúvida técnicas de endomarketing que visam melhorar a satisfação do comercial para dessa forma melhorar o seu desempenho.

Um exemplo mais banal são as comunicações internas, newsletters com informação interna, caixas de sugestões, entre outras técnicas que são hoje em dia utilizadas por muitas das grandes empresas. (Ex: RAR, Cabelt, EDP, entre muitas outras)

Com isto concluímos então que o endomarketing é uma ferramenta de extrema importância para a mecânica de uma empresa. É uma técnica que contribui para o seu melhor funcionamento e para uma maior taxa de sucesso através de uma comunicação interna eficaz e organizada e de um estreitar das relações dentro da empresa.


Fontes:
. Szwark, Samuel - Marketing. Herói ou Vilão? – Summus Editorial

Links:
. http://www.endomarketing.com/oque_endomarketing.htm
.http://209.85.229.132/search?q=cache:W5ClB1kgj0sJ:www.rhemacao.com/entendendo_endomarketing.doc+endomarketing&hl=pt-PT&ct=clnk&cd=6&client=safari
. http://pt.wikipedia.org/wiki/Endomarketing
. http://www.guiarh.com.br/x29.htm

Monday, January 5, 2009

Buzz... Buzz... Buzz Marketing!

Buzz e buzz marketing podem ser facilmente confundidos, na realidade um deu origem ao outro, mudando apenas a sua intenção.

Desde há muito tempo atrás o buzz é utilizado, podemos retratar buzz como o boato, o efeito boca a boca. Desde que existe troca de ideias que existe o boato, é algo intemporal e espontâneo.

O buzz marketing diferencia-se do buzz por ser premeditado, programado e estudado. É uma acção que pretende atingir um certo fim espalhando um boato de forma deliberada. Outras características também únicas no buzz marketing são; a particularidade de criar uma ilusão de espontaneidade e a invisibilidade do seu autor.

Conseguir passar a mensagem que queremos de uma forma inovadora e por vezes intrínseca pode significar a diferença para o sucesso. Mas será que só hoje se pensa nisso?

Já há muitos anos atrás o buzz era utilizado de forma premeditada já numa óptica de buzz marketing, por exemplo, contratar pessoas para aplaudir no final de concertos de opera, espalhar histórias sobre um espectáculo de irá passar semanas depois, oferecer produtos a pessoas influentes, entre outras acções. De referir a Ford Motor Company, que em 1964 oferece o seu modelo Mustang a algumas pessoas influentes com o objectivo de projectar a imagem do veiculo.

Hoje em dia essas acções tornaram-se mais rotineiras e de certo ponto perderam algum valor. Actualmente existem muitas outras fontes de informação que influenciam a decisão do consumidor. Mas não podemos negar que ainda hoje existe uma grande influencia de lideres de opinião e figuras publicas no consumidor. O buzz marketing aproveita essa oportunidade.

Os jovens são o segmento com maior atractividade para acções de buzz marketing, sendo frequentes acções em que são utilizadas figuras públicas para divulgar certo produto apenas por usa-lo.

Se olharmos para o mundo da moda podemos facilmente ver casos de buzz marketing. O simples facto de vestir figuras publicas de forma a que apareçam com as nossas colecções, leva a uma maior possibilidade de aquisição por parte do consumidor.

Podemos ir ainda para uma situação mais banal, exemplos de buzz marketing no meio educacional; “Um exemplo de Buzz Marketing no meio educacional é um aluno muito respeitado pelo grupo dizer que tal dia não haverá aula. Com certeza metade dos alunos não irão naquele dia. Ou então, através de troca de Emails os alunos entenderem que determinada disciplina não é importante para o currículo, ou então que determinado professor é excelente.” (Fonte: www.marketing.com.br - artigo: Buzz Marketing na Educação 04/07/2007 - Luciane Chiodi Nogueira)

Claro que como todas as técnicas de comunicação, o buzz marketing tem que ser bem utilizado, para não ter uma conotação negativa que possa prejudicar a imagem da empresa, marca, produto ou serviço em questão. As acções têm de ser bem planeadas para atingirem o seu fim de uma forma eficaz e positiva.

Mas, convém salientar que embora o buzz marketing seja utilizado para acções que pretendem captar uma imagem positiva, o buzz pode ser utilizado de uma forma negativa, intencionalmente. Vejamos o caso de um consumidor utilizador de cadeados da marca americana Kyptonite, que demonstra o seu descontentamento ao descobrir que facilmente o consegue abrir sem a respectiva chave, colocando um vídeo no youtube com todo o processo de abertura.



“No espaço de três dias este artigo recebe mais de 100 comentários e o vídeo é visto 255.000 vezes. Alguns consumidores contactam o serviço consumidor da Kryptonite, mas a marca americana subestima o problema e opte por não reagir. Dia 17, o famoso New York Times publica um artigo que relata o caso. Outros jornais, rádios e canais TV também noticiam que é possível abrir um cadeado Kryptonite com uma caneta. O que era ao inicio um banal artigo de fórum Internet torna-se num caso mediático discutido entre todos. Dia 22, após 5 dias de mediatização negativa, a empresa Kryptonite finalmente reage e oferece a troca gratuita dos cadeados defeituosos aos seus consumidores.” (Fonte: www.mktg2.net - artigo: Kryptonite um exemplo de Buzz negativo)

Isto demonstra a força que um boato pode ter e no caso do buzz ou do buzz marketing pode ser físico ou digital, não existem assim barreiras à passagem da mensagem. Isto pode ser interpretado como uma vantagem ou uma desvantagem dependendo do fim que queremos atingir com a nossa acção de comunicação.

Fontes:
. Salzman, Marian; Matathia, Ira; O’Reilly, Ann – “Buzz – A Era do Marketing Viral” – A Brandweek book

Links:
. www.marketing.com.br
. www.mktg2.net
. http://lornali.com/internet-marketing/social-media-buzz-marketing-and-what-this-means-for-search-engine-marketers
. http://whoisjonray.com/2007/09/07/does-your-marketing-buzz-or-bust/

Sunday, January 4, 2009

E-Marketing, a ferramenta digital.

Hoje em dia vivemos numa sociedade virada para a informação digital, cada vez mais somos bombardeados com todo o tipo de informação através de meios digitais que se encontram em constante evolução.

O e-marketing é um exemplo de acompanhamento da evolução tecnológica. Resume-se no envio de e-mails para uma base de dados (segmentada ou não) com o intuito de divulgar um certo produto ou serviço.

Esta ferramenta da comunicação está aliada à Internet e consegue atingir um grande volume de indivíduos com a sua informação a custos mais reduzidos.

Na realidade o custo é apenas uma das mais valias desta forma de comunicação em relação a outros media. O e-marketing pode ser bastante pessoal se a empresa que o quer praticar tiver cuidados na segmentação da sua base de dados e conseguir tornar os seus conteúdos mais personalizados. Por outras palavras, para se possuir um bom serviço de e-marketing, ou uma boa base de dados, é necessária uma segmentação para se conseguir atingir o target esperado.

Uma das desvantagens do e-marketing é que quando mal utilizado pode ser um incómodo para os seus receptores, prejudicando campanhas futuras. É aqui que entra o processo de segmentação. Com isto os receptores irão apenas receber aquilo que realmente lhes interessa e reduzir o risco de saturação e incómodo, sendo a informação que recebem útil para os mesmos.
Para um departamento de marketing esta pode ser uma ferramenta bastante útil e personalizável. È uma grande vantagem poder personalizar os conteúdos da mensagem, e dar-lhe um teor mais pessoal, criar um laço de proximidade com o cliente sem o contactar pessoalmente com ele.

Por outro lado esta técnica apresenta alguns problemas no que toca à medição da sua eficácia. Não é um serviço que possa ser 100% mensurável. Existem vários factores que levam a que não se tenha uma ideia concreta do resultado final das campanhas, apenas se retira um resultado aproximado. Por exemplo, um vendedor de automóveis efectua uma campanha de e-mail marketing subcontratando uma empresa especializada. Após o envio da sua newsletter para 100.000 contactos apenas recebe 5 telefonemas e vende 1 automóvel. Isto é um bom ou mau resultado tendo em conta o universo de contactos? É sem duvida uma questão pertinente.

Os resultados também devem ser medidos tendo em conta a tipologia de produto ou serviço, nem todos terão a mesma aceitação por parte do público. O mesmo se aplica para o prazo de retorno da campanha (curto/médio/longo).
Esta técnica de comunicação está ainda em desenvolvimento, com a evolução dos meios, nomeadamente a Internet, esta ferramenta tende a melhorar as suas capacidades.

A credibilização do e-marketing é outro passo importante, o excesso de informação indesejada e a actuação de algumas entidades consideradas SPAM (que enviam conteúdos ilícitos e sem hipótese de remoção para os utilizadores), descredibiliza a acção de outras empresas deste ramo de actividade. Desta forma o e-marketing é por vezes interpretado de forma errada e pouco séria.

Podemos então concluir que o e-marketing é um serviço acessível, económico, directo, rápido e eficaz. Atinge o seu fim embora apresente algumas limitações. Está obrigatoriamente ligado à Internet, é ainda pouco credível para alguns utilizadores e apresenta algumas limitações técnicas. Ainda assim prova ser uma ferramenta capaz de chegar a um vasto leque de utilizadores por um valor muito competitivo e convém não esquecer que esta técnica de comunicação ainda está em desenvolvimento.

Com o aparecimento de novos suportes, como o e-mail móvel, novas portas se abrem para o e-marketing, criando condições para um aumento das capacidades técnicas, no numero de utilizadores e por sua vez na credibilidade desta técnica de communicação.

Fontes:
. Villa, A. M.; Di Agustini, C. A. (2001) – E-Marketing para bens de consumo durável. - FGV Editora

Links:
. www.elojas.com.pt
. www.canalmail.pt
. www.4digitalmarketing.com
. www.ncontacts.com
. www.2send.net
. www.marketingexec.com
. www.glorioussuccess.com